Núcleo Interdisciplinar de Filosofia, Poética e Corporeidade - NuNada

Projeto de Extensão - Dança, Poética e Metafísica (Faculdade de Dança UFRJ)

Grupo de Pesquisa Núcleo Interdisciplinar de Filosofia, Poética e Corporeidade, coordenado pelo Prof. Dr. Igor Teixeira Silva Fagundes: A procura pela poeticidade do corpo implica recolocar a pergunta pelo que é corpo, pelo que é poesia, pelo que é arte e, consequentemente, pelo que é verdade. A partir de uma reflexão filosófica acerca da História do Pensamento Ocidental, pesquisa-se como o Ocidente deslocou a Poética das obras de arte e do ser humano - experiência eminentemente ontológica, concreta, corporal - para a experiência epistemológica, abstrata, conceitual, da Estética como Lógica do Sensível, Analítica do Belo e, consequentemente, Ciência aplicada à arte. No sentido de desconstruir os condicionamentos científicos (lógico-racionais) que perfazem a chamada Metafísica do real, segundo Martin Heidegger, recupera-se a fala originária do pensar poético, presente entre os mitos e nas obras dos artistas e pensadores. Pretende-se, com tal desvisão e revisão de pensamento, compreender e vivenciar artisticamente os desdobramentos da experiência poética do corpo no que diz respeito à Dança-Educação, à Crítica de Dança e à Interpretação Coreográfica, gerando um diálogo teórico-prático entre os cursos de Bacharelado em Dança, Licenciatura em Dança e Bacharelado em Teoria da Dança da UFRJ. 

(Texto do próprio coordenador).

Fotos de partilhas do NuNada como piquenique, encontros do projeto de pesquisa e registro da Performance de Dança e Filosofia no Centro de Artes Nós da Dança (CAND) - Copacabana do lançamento do livro Pensamento Dança de Igor Fagundes .

Projeto de extensão Dança, Poética e Metafísica: Por meio de uma revisão bibliográfica da história do pensamento ocidental, da Antiguidade a Contemporaneidade, com ênfase nas obras filosóficas de Espinosa, Nietzsche, Heidegger e Deleuze, o projeto tem por objetivo construir um um pensamento acerca do corpo e da arte (especialmente da dança) que seja crítico da chamada Metafísica do ocidente. A partir de uma tensão entre Poética e Estética, cultura popular e cultura acadêmica, oralidade e literatura, mitologia, religiões e ciência, a experiência ontológica e o procedimento epistemológico, problematiza-se a coisificação do corpo proposta pela relação sujeito-objeto na modernidade e, em seu lugar, a condição de obra de arte (dança) quando rememorada a referência entre ente (corpo) e ser a partir da questão do vazio criativo no e do movimento. Desse modo, o questionamento da tradição ocidental culmina, em última instância, para a valorização, relevância e revelação de um pensamento brasileiro (afro-brasileiro, brasileiro-originário), por meio de pensadores e mitos decoloniais, tais como Luiz Antonio Simas, Luiz Rufino, Leda Martins, Viviane Mosé, Nei Lopes, dentre outros que possibilitam a compreensão das corporeidades poéticas como macumbas (e vice-versa), em sentido não religioso, mas inaugural..

(Texto do próprio coordenador). 

Projeto MACUMBANÇA - Encruzilhadas de Filosofia, Poética, Macumba e Dança

Desdobrando o projeto de pesquisa Dança: Poética e Metafísica o presente discute forjando o neologismo "macumbança" a teorização da dança como escrita poética e a teorização do poético como prática de Dança. Recupera, para tal, a encruzilhada originária de poesia-filosofia, pensamento-corpo e, também, ciência-religião-arte. Dialoga de início com pensadores cuja obra sinalizam para a perda, no discurso teórico ocidental, dos saberes poéticos e corporais: Friedrich Nietzsche, Martin Heidegger e Jacques Derrida. Anterior à tradição epistemológica, a palavra grega "theoría" é reapresentada por Anne Cauquellin (2010) em sua proveniência inaugural: cortejo-rito de que o dançarino participa. Na transgressão da cultura racionalista-iluminista dos esclarecimentos, o projeto se arrisca a um pensar por escurecimentos. O dinamismo criativo da terra, do qual a dança (enquanto teoria) cuida, consuma como terreiro a palavra e o corpo: a página, o palco, a rua. A terreirização da teoria enceta um giro epistêmico na própria teorização paradigmática do terreiro como espaço estrito do religioso. Na incorporação de escuros outrora rebaixados ou negados pela história colonial, macumba passa a designar conforme Luiz Antonio Simas e Luis Rufino (2018) um nome afro-brasileiro para alguma ciência novamente encantada, na qual escritas saem dos livros à procura de danças. Manoel de Barros, Clarice Lispector e Alberto Pucheu são, dentre outros nomes literários, cavalos em cujas obras montam mitos da cultura popular. Nesta gira acadêmica, "macumbança" nomeia a fatura e fartura de um pensar que contrai, em um só termo, Filosofia, Macumba, Poesia e Dança..


(Texto do próprio coordenador).  

PERFORMANCE DE DANÇA E FILOSOFIA

Participei do grupo de pesquisa e do projeto entre 2017.1 -2020. Atualmente estou nas encruzilhadas dos eventos do grupo.

Igor, a quem eu tenho um carinho e admiração enorme! Te adoro!!! Esteve comigo desde 2017 fortalecendo a caminhada acadêmica e social. Sempre alimenta a minha e muitas Casa-Corpo com sua Dança das Palavras reverberações poéticas. Você é um AmIgor!

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